
Razão. Palavra muito bonita e forte, mas será que realmente é importante termos razão em tudo e para tudo? Tem hora que é bom sim, porque traz uma afirmação (e consequentemente um prazer) de que estamos certos ou então de que estamos agindo da forma desejada e esperada.
O grande porem nesse caso é pensar se realmente ficamos felizes e realizados quando temos a razão. A felicidade não tem relação nenhuma com estar certo ou andar na linha. A felicidade e a razão não andam juntas. Elas podem até se encontrar, mas caminhar na mesma direção, tempo e destino não me parece possível.
O estado de felicidade muitas vezes pode se fazer presente em momentos que agimos compulsiva ou espontaneamente. O resultado de uma atitude ou fala pode ser bem mais prazeroso do que se policiar e se castrar para ter razão.
Só não pensem que estou dizendo que nunca temos que ter razão em alguma coisa. Não sou inconseqüente e irresponsável. Só quero, simplesmente, dizer que estar sempre certo não é legal, é chato! Ser o certinho e correto todo momento só agrada aos nossos pais e avós. Não temos que ser para o outro e sim para nós mesmos. A maior causa de doenças psicossomáticas, velhos rabugentos, maridos traídos, filhos mal criados, senhoras histéricas e outras “cozitas mas” é a danada da repressão. É o se travar, se enferrujar e endurecer por causa de padrões culturais e sociais, ou em outras palavras, é o resultado da busca constante pela razão.
Temos que ser felizes! Como? Cada um sabe o seu jeito, não existe um padrão ou coisa do tipo. Temos que respeitar e compreender o outro, mas temos também que entender que só podemos ser felizes por completo quando nos conhecemos e passamos a viver como nós mesmos.
Razão? Só às vezes. Eu quero é ser FELIZ!!!


04:21
Gleicy Kelly
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